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Guias de pintura

Tipos de tinta: qual produto usar em cada superfície

A lista de material costuma chegar escrita num pedaço de papel: dois galões de acrílica, um esmalte, massa. Falta justamente o que vai embaixo. Escolher produto começa pela superfície que já está lá, não pela prateleira — reboco novo, parede pintada e descascando, gesso, madeira, metal e laje absorvem de formas completamente diferentes, e é essa absorção que define se o serviço abre com selador, com fundo preparador, com massa ou com nada disso.

Pular essa etapa é o erro mais caro de uma pintura, porque ele não aparece na hora: aparece semanas depois, quando a tinta boa começa a soltar junto com a base ruim que ficou por baixo. Quem vai pintar a própria casa no fim de semana costuma aprender isso na segunda tentativa; o profissional já orça contando com ela. Resolvido o que está embaixo, entra o que a superfície vai sofrer. Quarto, corredor com criança encostando a mão, cozinha que leva pano molhado toda semana e fachada batida de sol e chuva são quatro problemas distintos, e cada um tem uma família de produto correspondente: as acrílicas em suas diferentes linhas, a emborrachada, o esmalte, a textura e o grafiato.

O acabamento entra por último, e não por acaso. Nome comercial e cor bonita na lata não dizem nada sobre aderência: portão só recebe esmalte depois do fundo compatível, textura e grafiato só rendem sobre base firme e regularizada, e a diferença entre uma linha econômica e uma premium aparece na cobertura e na resistência à limpeza, não na etiqueta. Quando a parede tem trinca que se movimenta, infiltração ativa ou mancha que retorna sempre no mesmo ponto, nenhum produto resolve — a origem é estrutural ou hidráulica e o caso é de profissional habilitado. Fachada alta, laje e telhado obedecem à mesma regra de segurança: equipe com equipamento adequado, sem improviso de escada. Para fechar a compra sem sobra nem falta, a calculadora parte das medidas reais do ambiente.

Acrílicas: econômica, intermediária e premium

Onde cada linha se justifica de verdade — a diferença aparece na cobertura, na resistência à limpeza e no comportamento sob sol e chuva, não no nome que está na lata.

Emborrachada e proteção de fachada

Para paredes externas e lajes que trabalham com a variação de temperatura, com o limite claro do que película nenhuma consegue resolver sozinha.

Esmaltes para madeira e metal

Portões, grades, esquadrias e móveis pedem fundo compatível antes do acabamento, e a escolha entre base água e base solvente muda cheiro, limpeza das ferramentas e ambiente de aplicação.

Textura, grafiato e acabamentos com relevo

Relevo disfarça imperfeição e muda a leitura da fachada, mas depende de base firme, superfície regularizada e mão treinada na desempenadeira.

Preparação: massa, selador e fundo

A parte invisível do serviço — o que entra em reboco novo, em parede calcinada, em gesso e em superfície que já descascou uma vez.

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